Cronologia: do atentado à embaixada de Israel à morte do promotor Alberto Nisman

Relembre os principais pontos do imbróglio sobre o caso AMIA e a posterior morte do promotor que o investigava

ARIEL PALACIOS, CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES , O Estado de S. Paulo

27 de janeiro de 2015 | 09h18

1992 – Um carro bomba destrói a Embaixada de Israel em Buenos Aires, matando 29 pessoas e ferindo outras 250. Nenhum grupo reivindicou o ataque.

1994 – Uma bomba arrasa o edifício da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA). A explosão matou 85 pessoas e feriu 300. Nos primeiros anos a Justiça argentina oscilou entre pistas que indicavam responsabilidades da Síria e do Irã

2006 – A Justiça argentina condenou à revelia um grupo de oito iranianos que ocupavam altos cargos do governo de Teerã na época do ataque à AMIA. Na sequência, a Justiça pediu à Interpol a captura desses iranianos.

2012 – Ao longo do segundo semestre desse ano, segundo o promotor Nisman, começaram as negociações secretas para definir um pacto de impunidade para os iranianos em troca de acordos comerciais

2013 – Cristina Kirchner anuncia um acordo com o Irã para criar uma Comissão da Verdade conjunta para investigar o caso AMIA. O acordo é criticado pela oposição e a comunidade judaica.

2014 – Comunidade judaica, no 20º aniversário do atentado contra a AMIA deslancham campanha para exigir a punição dos responsáveis.

2015

14 de janeiro – Nisman denuncia a presidente Cristina e aliados de decidir plano de encobrimento da participação dos iranianos no atentado contra a AMIA

18 de janeiro – Nisman aparece morto com um tiro na cabeça.

19 de janeiro – Governo afirma que morte de Nisman foi suicídio

20 de janeiro – Surgem pistas de que morte não teria sido suicídio

21 de janeiro – Novos indícios que refutam tese do suicídio de Nisman.

22 de janeiro – Cristina Kirchner muda de discurso e afirma que foi suicídio

24 de janeiro – Jornalista que revelou morte de Nisman Damián Pachter deixa a Argentina 

26 de janeiro – Cristina dissolve serviço de inteligência da Argentina, após acusar espiões da SI de 'complô contra seu governo e a pátria' e de estarem por trás da morte de Nisman

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