Crucifixos em colégios eleitorais italianos geram polêmica

Os crucifixos presentes nas salas de aula se tornaram neste domingo um motivo de polêmica em três colégios eleitorais durante o primeiro dia de votação para as eleições gerais italianas, já que alguns eleitores se recusaram a votar enquanto o símbolo cristão não fosse retirado. Em Cornuda, nordeste do país, um cidadão pediu que o crucifixo fosse retirado e, após uma consulta com o responsável do escritório eleitoral municipal, o objeto foi retirado de outras seis seções de votação. Sobre este episódio, o chefe regional do Força Itália, partido do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, Remo Sernagiotto, lamentou que o prefeito da localidade não tenha intervindo para "devolver um dos símbolos mais importantes da cultura italiana a seu lugar". Na localidade de Amelia (centro), o presidente de um colégio eleitoral ordenou no sábado à noite a retirada do crucifixo da sala de votação, o que gerou protestos entre os representantes da coalizão de centro-direita presentes no lugar. O senador da União dos Democratas-Cristãos (UDC) Maurizio Ronconi qualificou o episódio como um "sinal de intolerância" e considerou que "podia representar um ato dirigido a influenciar os eleitores". No entanto, na localidade de Senigallia (centro), um eleitor, que se declarou ateu, decidiu não votar por não ter seu pedido de retirada do crucifixo atendido. O cidadão pediu para emitirem um certificado de que foi "impossibilitado de votar por causa da presença do símbolo da religião católica apostólica romana, chamado crucifixo, nas salas de votação", segundo a imprensa local. O Força Itália criticou, em uma nota, a retirada do símbolo religioso e lembrou que ele foi reconhecido em uma sentença como "símbolo da cultura e tradições italianas".

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