J Pat Carter/AFP
J Pat Carter/AFP

Cruz pede patrulha em ‘bairros muçulmanos’ nos EUA para evitar radicalização

Após atentados terroristas em Bruxelas, pré-candidato republicano disse que é preciso ‘deter o fluxo de refugiados de países onde o Estado Islâmico e a Al-Qaeda têm presença significativa’

O Estado de S. Paulo

22 de março de 2016 | 15h49

WASHINGTON - O pré-candidato republicano à Casa Branca, Ted Cruz, pediu patrulha nos "bairros muçulmanos" e contenção na entrada de refugiados de países com uma presença "significativa" de terrorismo jihadista para evitar que os EUA sofram atentados como os desta terça-feira, 22, em Bruxelas.

"Necessitamos deter imediatamente o fluxo de refugiados de países onde o Estado Islâmico e a Al-Qaeda têm uma presença significativa e necessitamos fortalecer os corpos de segurança para patrulhar e garantir os bairros muçulmanos antes que eles se radicalizem", sustentou Cruz em comunicado.

O senador, segundo colocado na corrida republicana à indicação para disputar a presidência, pediu também mais proteção na fronteira sul, com o México, para evitar "a infiltração" de terroristas.

"Nossos aliados europeus estão vendo agora as consequências de uma mistura tóxica de imigrantes, em que se infiltraram terroristas, e bairros muçulmanos isolados e radicais", afirmou o legislador pelo Texas.

Este é o segundo comunicado de Cruz sobre os atentados em Bruxelas, em que reagiu em termos menos duros no começo da manhã com uma mensagem nas redes sociais. Em nota, o senador criticou o presidente americano, Barack Obama, por "durante sete anos ter se negado a reconhecer a realidade" da ameaça terrorista.

"Nunca poderemos derrotar este mal se nos negarmos inclusive a chamá-lo pelo nome. Isso termina em 20 de janeiro de 2017, quando eu tomarei posse como presidente. Chamaremos nosso inimigo por seu nome, terrorismo radical islâmico, e o derrotaremos", afirmou.

O segundo comunicado de Cruz foi divulgado depois de seu principal rival republicano, o magnata Donald Trump, defender em várias entrevistas e no Twitter a tortura, como procedimento de afogamento simulado, para terroristas detidos e a restrição da imigração para os EUA.

A disputa por quem tem um discurso mais duro sobre imigração e terrorismo é a linha que tem guiado os embates entre Trump e Cruz durante a campanha eleitoral.

O Estado Islâmico reivindicou a autoria dos atentados no metrô e no aeroporto de Bruxelas, que deixaram 34 mortos e mais de 200 feridos. /EFE

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