Cruz Vermelha condena ataques a equipe humanitária e a hospitais em Gaza

Genebra - O Comitê Internacional da Cruz Vermelha condenou neste domingo fortemente a "alarmante série de ataques contra os trabalhadores humanitários, as ambulâncias e os hospitais" na ofensiva Israelense contra Gaza, e disse que "esses atos constituem uma grave violação do direito da guerra".

Efe

27 de julho de 2014 | 18h14

O órgão detalhou que faz dois dias um voluntário do Crescente Vermelho Palestina morreu enquanto tentava ajudar os feridos em Khuza'a (sul da Cidade de Gaza) e quando outros voluntários paramédicos tentaram socorrê-lo também foram tomados como alvo.

Também na sexta-feira passada, outro voluntário foi morto e três ficaram feridos em Beit Hanoun.

"Esse conflito está levando a pagar um custo incomodamente alto aos civis", disse em comunicado o CICV, que colabora de forma muito próxima com o Crescente Vermelho Palestina para que esta possa completar sua missão de auxílio através dos 400 voluntários com os quais conta.

"As pessoas vivem no medo permanente de uma morte violenta e muitas estão extenuadas porque levam vários dias sem dormir pelo estrondo dos ataques e o terror que isso infunde durante a noite", relatou.

Segundo a organização humanitária, todos os habitantes de Gaza (1,8 milhão) foram afetados pela operação militar de Israel e "todos se encontram na linha de fogo".

A situação é ainda pior desde o dia 17, quando à ofensiva aérea israelense uniu-se a terrestre, acrescentou.

Do lado de Israel, o CICV deu conta de três mortos civis e 77 feridos, assim como de danos em todo o país.

De sua sede em Genebra, a Cruz Vermelha Internacional informou que está "perseverando no diálogo" com Israel - à qual se refere como "potência ocupante" - para proteger aos civis dos ataques, além de garantir a ordem pública e a segurança.

Entre as prioridades, o CICV precisou que trabalha sem descanso para restabelecer o acesso das pessoas à água, à assistência médica e a um alojamento provisório para os deslocados, que segundo números de hoje da ONU já chegam a 200 mil.

No entanto, enfatizou que a ajuda humanitária pode ser um alívio ao sofrimento, mas não pode impedir isso, o que só se conseguirá "com uma ação eficaz em nível político".

A ofensiva militar contra Gaza causou a morte de 1.053 palestinos, 73% deles civis, e deixou cerca de 6 mil feridos, grande parte deles, crianças. 

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