Cruz Vermelha critica campanha humanitária dos EUA no Afeganistão

A Cruz Vermelha fez nesta quarta-feira duras críticas à forma de ajuda humanitária que os Estados Unidos estão conduzindo no Afeganistão. Segundo a entidade, não há controle sobre a entrega dos alimentos e não está claro a distinção entre quem trabalha para uma operação militar e quais são os funcionários destinados a realizar a ajuda humanitária. "O que está sendo feito tem pouca relação com os princípios de ajuda humanitária", afirma um porta-voz da Cruz Vermelha. Segundo ele, a ajuda deve corresponder exatamente às necessidades da população. Outra preocupação é de que, sem uma rede de distribuição de alimentos e remédios dentro do Afeganistão, não há controle sobre o destino da ajuda, que inclusive pode estar sendo desviada para os combatentes do Taleban. O porta-voz ainda alerta que lançar alimentos de aviões sobre o território do Afeganistão pode ser perigoso, já que se caírem em locais com minas terrestres, a população local pode ser atingida tentando chegar aos pacotes. Segundo o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, a falta de segurança na região está atrasando a construção de campos para receber afegãos que estejam fugindo da guerra, principalmente em Quetta e Peshawar, no Paquistão. "A situação está limitando a liberdade de movimento dos funcionários da ONU", afirma o Acnur. Mesmo diante dos problemas de segurança, o Programa Mundial para a Alimentação anunciou que irá realizar dez vôos para a região nas próximas duas semanas. Além disso, um comboio de 40 caminhões deixou, ontem, a cidade de Peshawar em direção à Cabul, no Afeganistão, levando mil toneladas de alimentos. Leia o especial

Agencia Estado,

10 Outubro 2001 | 21h22

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