Cruz Vermelha diz que segurança piora no Iraque

As condições de segurança pioraram no Iraque, onde se calcula que a violência obrigou 106 mil famílias a abandonarem seus lares desde fevereiro de 2006, quando houve um atentado contra um dos maiores santuários da comunidade xiita,afirmou nesta quarta-feira, 11, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).Dois terços desses deslocados são mulheres e crianças, disse o responsável de Operações do CICV, Pierre Krahenbuhl, que sustentou que os três principais problemas identificados são a insegurança, as restrições de acesso ao atendimento médico e o abastecimento de água e alimentos.Krahenbuhl declinou em confirmar o número de cem mortos ao dia por causa da violência sectária, uma média citada por outros organismos humanitários e pelas Nações Unidas.O responsável de Operações do CICV disse que a contagem não é possível, porque não há como "fazer uma verificação no território ou de documentar os casos".No entanto, confirmou que se trata do "entorno mais perigoso" no qual opera sua organização, que está presente na maioria dos cenários de conflito armado no mundo.Sobre os serviços de saúde, sustentou que os especialistas vivem sob ameaça e que calcula que a metade dos médicos abandonaram o país nos quatro anos transcorridos desde o início da ocupação das forças multinacionais, lideradas pelos Estados Unidos.Além disso, a carga de vítimas que ocasionam os atentados diários pôs o sistema sanitário sob "tremenda pressão", disse o representante do CCV, que assinalou que são freqüentes os casos nos quais os insurgentes entram nos hospitais e ameaçam o pessoal para que dêem prioridade a seus feridos.

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