Cruz Vermelha entra em Faluja pela 1ª vez desde ofensiva

A Cruz Vermelha visitou Faluja pela primeira vez desde a devastadora ofensiva militar lançada pelos Estados Unidos contra a cidade iraquiana, mas ainda não teve tempo de inspecionar um depósito para onde o Exército diz ter enviado centenas de cadáveres, disse um porta-voz da entidade. Uma equipe de sete membros da Cruz Vermelha passou algumas horas na cidade na terça-feira, visitando uma mesquita e conversando com alguns engenheiros e técnicos iraquianos que trabalhavam na cidade, disse Ahmed Rawi, porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) em Bagdá. Rawi participou da visita a Faluja."Nós anotamos o que eles precisam, principalmente porque o tratamento de água e esgoto na cidade não está funcionando", declarou Rawi. Segundo ele, o esgoto invadiu algumas ruas de Faluja. "Em breve nós enviaremos a eles alguns equipamentos e materiais de que precisarão para manter as redes de água e esgoto em funcionamento."Rawi comentou que as forças americanas em Faluja falaram ao grupo da Cruz Vermelha sobre o depósito em uma fábrica de batatas fritas, para onde centenas de corpos teriam sido levados. Os soldados não disseram se eram corpos de civis ou de insurgentes, prosseguiu.Ele disse desconhecer onde fica o depósito mencionado pelos militares americanos, mas comentou que eles pareciam se referir a uma antiga fábrica de batatas fritas na periferia de Faluja, que foi transformada em necrotério improvisado para abrigar o que os soldados qualificaram como cadáveres de "insurgentes".

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