Cruz Vermelha pede ajuda para 50 mil famílias no Iraque

A Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) pediu nesta segunda-feira, 12, 8,3 milhões de euros para ajudar 50 mil famílias com necessidades urgentes no Iraque.A verba também serviria para cobrir as necessidades sanitárias de 150 mil pessoas durante 12 meses, afirmou a instituição humanitária num comunicado divulgado em Genebra.O representante da FICV para o Oriente Médio e a África do Norte, Ahmed Gizo, ressaltou que o pedido tem como objetivo ajudar o Crescente Vermelho Iraquiano a continuar dando assistência básica de emergência em todo o país, já que "é a única organização que ainda pode fazê-lo".A violência na qual o Iraque e a capital Bagdá estão imersos representa um grande obstáculo para as atividades das organizações internacionais de ajuda, que, por razões de segurança, trabalham em sua grande maioria da vizinha Jordânia.Nessa situação, a Cruz Vermelha local é praticamente a única instituição com presença em todo o país e que pode oferecer ajuda imediata às vítimas da violência sectária.A FICV disse que o Crescente Vermelho Iraquiano socorreu 225 mil pessoas no ano passado, supervisionou a vacinação de até 90 mil crianças, reabilitou e equipou hospitais e deu continuidade à capacitação de seu pessoal e de voluntários, entre outras atividades.Sobre a situação no país árabe, a organização ressaltou que a falta de energia e água potável, a queda na qualidade dos serviços de saúde e a elevada inflação provocaram uma queda do nível de vida.No último ano, mais de 630 mil pessoas se deslocaram dentro do Iraque por causa da violência, segundo dados da ONU.Especificamente, os fundos solicitados pela FICV servirão para financiar a distribuição de artigos de primeira necessidade, incluindo barracas para famílias que ficaram sem casa, e capacitar em primeiros socorros voluntários e equipes de socorro, além de 46 mil estudantes.O dinheiro arrecado também será usado para apoiar a campanha nacional de vacinação contra a pólio.

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