Cruz Vermelha pede para Abu Sayyaf não decapitar reféns

Grupo afirmou que matará sequestrados, caso o Exército filipino não se retire do sul do país

Efe,

31 de março de 2009 | 05h12

A Cruz Vermelha fez uma tentativa de última hora de salvar a vida de um de seus três voluntários sequestrados nas Filipinas pelo grupo Abu Sayyaf, que anunciou que ainda nesta terça-feira, 31, decapitará um refém caso o Exército não se retire do sul das Filipinas.

 

O presidente da Cruz Vermelha, Richard Gordon, se dirigiu pela televisão aos sequestradores para pedir que não matem os voluntários, no momento em que já passou o ultimato de 24 horas fixado pelos rebeldes.

 

O governo insiste que não pode se retirar a tempo de 15 aldeias da ilha de Jolo, mil quilômetros ao sul da capital Manila, e adverte que responderá com força se acontecer algo com os sequestrados.

 

A organização extremista, que já decapitou vários de seus reféns em situações anteriores, não exigiu até agora pagamento de resgate.

 

O suíço Andreas Notter, 39 anos, o italiano Eugenio Vagni, 62, e a filipina Jean Lacaba, 37, foram sequestrados em 15 de janeiro quando faziam uma inspeção rotineira em uma prisão em Jolo.

 

Fundado em 1991 por ex-combatentes da guerra do Afeganistão contra a União Soviética, o Abu Sayyaf está ligado à Jemaah Islamiya, considerado o braço da Al-Qaeda no Sudeste Asiático.

 

Declarado grupo terrorista pelos governos de Filipinas e Estados Unidos, o grupo é responsabilizado pelos atentados mais sangrentos dos últimos anos no arquipélago e por vários sequestros de filipinos e estrangeiros.

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