CS da ONU reúne-se para analisar novo relatório de Blix

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas tem uma reunião fechada hoje para discutir a questão do Iraque, após o chefe das inspeções de armas em Bagdá, Hans Blix, ter apresentado um parecer atualizado sobre os progressos das averiguações. No início da manhã, três dias antes do prazo estabelecido, Blix entregou seu relatório de 17 páginas ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que o encaminhará aos membros do conselho. O novo parecer faz um balanço das averiguações em terra e também das avaliações sobre as inspeções conduzidas com os aviões norte-americanos U-2 e com os jatos franceses Mirage.Em entrevista concedida ontem, Blix afirmou que um importante teste para se saber sobre a extensão da colaboração do governo de Saddam Hussein com os inspetores será dado até sábado, quando vence o prezo para que o Iraque destrua seus mísseis Al-Samoud-2, cujo alcance excederia limites impostos após a Guerra do Golfo. O cumprimento da ordem de destruição deverá influenciar as decisões dos membros do Conselho de Segurança sobre a nova resolução proposta pelos EUA, Grã-Bretanha e Espanha que abre caminho para uma guerra. No encontro fechado de hoje, o conselho também vai avaliar a proposta da França, Alemanha e Rússia de ampliar as inspeções no Iraque até 1 de julho. Blix questiona cooperação total do Iraque mas defende prazo maiorEm entrevista ao semanário alemão "Die Zei", que circula hoje, Blix afirma que não está totalmente claro se o Iraque quer cooperar totalmente com as inspeções. "Mas, por outro lado, o país passou por oito anos de inspeções, ficou quatro anos sem e está novamente sendo inspecionado há apenas 12 semanas agora. Seria correto fechar as portas agora?", questionou Blix na entrevista. Ele afirmou que mesmo se o Iraque decidir cooperar imediatamente, de forma ativa e sem condições, a sua equipe precisaria de vários meses para concluir o trabalho. "Tudo é um processo, que se move de centímetro em centímetro", ressaltou. Blix disse que seria necessário um grande esforço do Iraque para esclarecer todas as questões abertas, mas destacou que a sua equipe não teria uma longa lista de questões sobre o desarmamento.

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