Scott McIntyre/The New York Times
Scott McIntyre/The New York Times

Cuba acusa governo de Barack Obama de incentivar imigração ilegal

Para Havana, cidadãos cubanos recebem dos americanos ‘um tratamento distinto e único no mundo’ ao recebê-los de forma imediata e independente do meio utilizado

O Estado de S.Paulo

07 Agosto 2016 | 17h14

HAVANA - O governo cubano culpou Washington neste domingo, 7, pela onda de cubanos que tentam chegar aos Estados Unidos por terra e mar, acusando o governo de Barack Obama de incentivar a imigração ilegal.

Nos últimos dois anos, milhares de cubanos chegaram à fronteira do México com os Estados Unidos ou se lançaram ao mar na esperança de alcançar o Estado da Flórida, em meio a temores de que o crescente distensionamento das relações entre inimigos da Guerra Fria provoque uma mudança na política de imigração americana.

Sob uma lei de 1960, a "Lei de Ajuste Cubano", os cidadãos da nação do regime comunista são tratados como imigrantes legais se pisam em solo americano, diferente dos imigrantes de qualquer outro país, que são considerados ilegais.

Em um comunicado do governo divulgado pela imprensa local anunciando a chegada de 14 cubanos deportados pela Colômbia, Cuba disse que estes cidadãos são "vítimas da politização da questão da imigração por parte do governo dos Estados Unidos, que encoraja a imigração ilegal e insegura".

Cuba disse que seus cidadãos recebem dos Estados Unidos "um tratamento distinto e único no mundo ao recebê-los imediata e automaticamente, independentemente das formas e meios utilizados, mesmo que cheguem de maneira ilegal a seu território."

A Colômbia anunciou esta semana a deportação rápida de mais de mil cubanos que estão presos no país desde maio, em uma aldeia perto da fronteira com o Panamá, em sua tentativa de chegar aos Estados Unidos.

Um relatório do Pew Research Center divulgado neste domingo aponta que durante os primeiros 10 meses do ano fiscal de 2016 mais de 46,5 mil cubanos haviam chegado e sido admitidos nos Estados Unidos sem visto, em comparação com 43 mil em 2015 e pouco mais de 24 mil em 2014.

No sábado, a Guarda Costeira dos Estados Unidos informou que repatriou 97 imigrantes cubanos resgatados no mar, que tentaram chegar aos Estados Unidos a partir da ilha comunista. Os cubanos foram enviados de volta ao país caribenho desde domingo passado, disse a Guarda Costeira em um comunicado.

"Nós desencorajamos qualquer um a ir pelo mar e tentar chegar aos Estados Unidos ilegalmente, eles estão arriscando suas vidas com poucas chances de sucesso", disse o capitão Mark Gordon, chefe de fiscalização do 7º Distrito da Guarda Costeira. / Reuters

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