Cuba anuncia a libertação dos últimos dois presos do Grupo dos 75

Outros 11 presos foram libertados nesta terça, segundo a Igreja católica

Efe

22 de março de 2011 | 13h06

HAVANA - A Igreja católica anunciou nesta terça-feira, 22, a libertação dos dois últimos presos do Grupo dos 75, como são conhecidos os opositores condenamos na onda repressiva da "Primavera Negra" de 2003.

 

Félix Navarro e José Daniel Ferrer, segundo uma nota emitida pelo Arcebispo de Havana.

 

A Igreja também já havia anunciado nesta terça a libertação e viagem à Espanha de 11 presos cubanos que não pertencem ao Grupo dos 75.

 

Um dos presos da lista divulgada nesta terça-feira pelo Arcebispado de Havana é Néstor Rodríguez Lobaina, detido em dezembro de 2010 e que se encontrava em greve de fome.

 

Recentemente, a Anistia Internacional (AI) exigiu sua libertação e considerou Néstor Rodríguez "um preso de consciência que foi detido apenas por exercer seu direito à liberdade de expressão".

 

Os outros presos cuja libertação foi anunciada nesta terça-feira são Juan Carlos Vázquez, Bodanis Zulueta, José Antonio Sardiñas, Antonio García, Arnaldo Márquez, Eduardo Díaz, Erick Caballero, Alberto Santiago Dobochet, José Manuel de la Rosa e Roberto López.

 

Além de Néstor Rodríguez, só quatro deles aparecem na lista de presos por motivos políticos elaborada pela Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), com penas que vão de quatro a 30 anos.

 

A maioria dos crimes do grupo está relacionada com atos de terrorismo, desacato ou tentativas de saída ilegal do país.

 

Vázquez foi condenado a 30 anos em 1997 pelos crimes de terrorismo, espionagem, falsificação de documentos públicos e tentativa de saída ilegal do país, a mesma pena imposta a Bodanis Zulueta em 2003 por terrorismo.

 

Dobouchet foi detido em 2007 por desacato e condenado a quatro anos de prisão, enquanto Pérez cumpria pena cinco anos desde 2008, também por desacato e desobediência.

 

O Arcebispado de Havana indica em nota que com estas libertações já são 114 os detidos que aceitaram a proposta de sair da prisão e ir para a Espanha.

 

O Governo cubano se comprometeu no ano passado a libertar todos os presos do Grupo dos 75 que permaneciam detidos no marco de um diálogo com a Igreja Católica que foi apoiado pelo Governo da Espanha.

 

As autoridades cubanas estenderam depois as libertações a outros presos condenados por crimes contra a segurança do Estado.

 

Dos presos que aceitaram a condição do exílio na Espanha, 40 são opositores que foram presos e condenados na repressão da Primavera Negra de 2003.

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