Cuba anuncia crescimento econômico de 12,5% em 2006

A economia cubana cresceu 12,5% em 2006, informou nesta sexta-feira o ministro da Economia e Planejamento, José Luis Rodríguez, ao afirmar que, com as medições tradicionais, o crescimento foi de 9,5%.Segundo os dados oferecidos durante o oitavo período de sessões da Assembléia Nacional do Poder Popular (parlamento unicameral cubano), o déficit público se situou em 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB), um ponto a menos que o do último ano.Durante a sessão, Rodríguez reivindicou o rigor e a validade do sistema cubano de medição do PIB, que dá um valor ponderado aos serviços de saúde, educação e esportes.Sem FidelA reunião aconteceu sem a presença do líder cubano, Fidel Castro, e com a assistência do presidente provisório, Raúl Castro. No entanto, Rodríguez reconheceu que os resultados econômicos ainda são "insuficientes". "O ano que está próximo de terminar alcançou um crescimento de 12,5% em termos de PIB, o que constitui o número mais alto de nossa história revolucionária e expressa uma tendência de consolidação gradual da economia", disse.Rodríguez, que também é vice-presidente, indicou que o PIB de Cuba, que no ano passado tinha crescido 11,8%, segundo o mesmo sistema de medição, "é hoje perfeitamente comparável com qualquer país do mundo". "Podemos informar que se fossem excluídos do cálculo do PIB os serviços e o comércio; a economia cubana teria um crescimento de 9,5% em 2006", afirmou.ConquistasEntre as conquistas do ano, Rodríguez ressaltou que a redução dos cortes de luz em 90%; a compra de 29 milhões de utensílios eletrodomésticos; a terminação de 650 obras relacionadas com saúde e educação e a conclusão de 110 mil casas.No negativo, o ministro destacou que "estes resultados são insuficientes para conseguir a satisfação das necessidades do povo e assegurar o desenvolvimento", ao lembrar que a economia cubana ainda arrasta "limitações" surgidas após o período especial, declarado depois da queda da União Soviética."O déficit de recursos que inevitavelmente hoje devemos enfrentar com financiamento externo tem limites", disse, além de afirmar que as soluções passam, entre outras questões, pela economia de recursos, o aumento da produtividade do trabalho e a eficiência econômica."Não é admissível encorajar a expectativa de que a solução para nossas dificuldades e carências só correspondam ao Estado", disse, ao destacar a importância do trabalho.InvestimentosJá Georgina Barreiro, ministra de Finanças, afirmou que os investimentos em saúde, educação, economia da energia elétrica e infra-estruturas foram de US$ 4,5 bilhões em 2006.A ministra anunciou que em 2007 se espera um aumento da receita de 9,8% e da despesa de 9,1%, com um déficit de 3,2% do PIB.Além disso, diminuirá o subsídio por perdas a empresas não rentáveis em 21% e destinarão US$ 4,8 bilhões para investimentos.

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