AFP, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2010 | 00h00

O presidente cubano, Raúl Castro, aprovou a abertura de mais de 1.100 lojas de insumos agrícolas, para vendas em pesos nacionais sem subsídios, como parte das medidas para estimular a produção de alimentos no país, informou ontem Arturo Vázquez, alto funcionário do governo. "Começamos há alguns meses com (a permissão para comércio de) cerca de dez produtos (botas, luvas e facões, por exemplo). Já estamos quase em 20 e a ideia é chegar ao redor dos 40 este ano", declarou Vázquez, que é encarregado do Ministério de Comércio Interior.

"A ideia é aproximar esses insumos dos produtores. Até agora, a apreciação é positiva", acrescentou o funcionário, em declaração à televisão cubana.

Vázquez afirmou que o governo cubano apresentou um financiamento para a indústria nacional fabricar insumos agrícolas, que até a decisão anunciada ontem somente podiam ser comprados por altos valores, em lojas que aceitam o peso conversível - cuja unidade equivale a US$ 1,20. O funcionário destacou que a venda dos insumos "cresce dia a dia" e já é realizada na moeda nacional - 24 pesos cubanos equivalem a 1 conversível -, mas com valores sem subsídios.

Em Cuba, onde o salário médio é US$ 17, um facão custa US$ 3,30 nas novas lojas. Antes da medida, o mesmo produto era encontrado a US$ 12.

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