Cubadebate/Efe
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Cuba começa a eleger novas lideranças políticas

Votação começa no congresso do Partido Comunista; Fidel convoca 'nova geração' a corrigir erros

Associated Press

18 de abril de 2011 | 16h34

HAVANA - O Partido Comunista de Cuba iniciou nesta segunda-feira, 18, a eleição de seus principais cargos e líderes, em um processo que deve colocar o atual presidente do país, Raúl Castro, no posto de primeiro-secretário no lugar de seu irmão Fidel. As atenções, porém, estão voltadas para quem o cargo de segundo-secretário, que pode ser ocupado por alguma figura política mais jovem.

 

Uma foto divulgada pela mídia estatal cubana mostra Raúl Castro colocando seu voto na urna, que tem a inscrição "Candidatos aos membros do Comitê Central". O congresso do Partido Comunista começou neste final de semana e acontece até terça-feira. Não está claro quando serão divulgados os resultados da votação.

 

Fidel e Raúl Castro ocupam os dois primeiros cargos do partido desde 1965. Este congresso é o sexto já realizado pela legenda e marcará a primeira vez que os dois irmãos não estarão, simultaneamente, à frente do país. Em março, Fidel, agora com 84 anos, anunciou ter deixado o posto de primeiro-secretário do partido quando ele renunciou à presidência e Raúl assumiu seu cargo, anos atrás. O site do partido, porém, mantém o líder cubano no mais alto cargo do país.

 

Embora espere-se que Raúl seja eleito para o posto de seu irmão, há um clima de mistério. Especula-se que uma figura política mais jovem possa ser eleita para ocupar o segundo maior cargo de Cuba.

 

Os rumores de que lideranças jovens devam ascender no Partido Comunista de Cuba ganharam força com o texto assinado por Fidel em um jornal  nesta segnuda. Ele escreveu que uma nova geração de líderes deve agir decisivamente e sem hesitação para corrigir os erros do passado e liderar Cuba depois que os que realizaram a revolução de 1959 tiverem partido. "A nova geração está sendo chamada para retificar e mudar sem hesitação tudo o que deve ser retificado e mudado", escreveu Fidel. "Não há margem para erro", afirmou.

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