Cuba comemora 50 anos do ataque ao Quartel de Moncada

Cuba comemora hoje os 50 anos da batalha no Quartel de Moncada, em Santiago de Cuba. O aniversário do ataque é o feriado mais importante daquele país, e é conhecido como o Dia Nacional da Rebelião. Na ilha, substitui a data de 20 de maio, dia da independência cubana, que é abraçada pelos exilados como seu próprio feriado patriótico. Em 26 de julho de 1953, Fidel Castro, com então 26 anos, liderou um grupo de 129 revolucionários em um ataque surpresa ao exército do ditador Fulgêncio Batista. Embora tenham sido inicialmente surpreendidos, os soldados de Batista tomaram o controle da situação e mataram seis rebeldes, além de capturar vários outros. Historiadores cubanos contam que 55 soldados foram capturados e torturados até a morte, e que os militares mataram dez civis. Apesar do ataque ter falhado, foi um sucesso na opinião pública. A reação violenta de Batista apenas aumentou a simpatia por Fidel e sua equipe. Durante seu julgamento, Fidel, um advogado treinado, fez um discurso na sala de audiências e ganhou ainda mais apoio a ele e à sua causa. ?Sei que a prisão será mais difícil para mim do que para qualquer outro?, disse Fidel, cujo discurso foi distribuído secretamente depois. ?Mas não tenho medo, não vou temer a fúria deste ditador tirano... Condenem-me, não importa. A História vai me absolver.? Fidel e outros sobreviventes foram libertados 22 meses depois, por causa de uma anistia. Eles foram ao México, e então organizaram uma campanha de guerrilha e derrubaram Fulgêncio Batista em janeiro de 1959. O ditador cubano, que fará 77 anos em agosto, está no poder há 44 - é o mais antigo governante do mundo. As barracas do Quartel de Moncada foram fechadas à mídia hoje. A equipe de segurança de Fidel limpou a área e criou um perímetro de segurança para discurso do comandante, esta tarde, em um palco fora do prédio. Enquanto fala da importância histórica do ataque à Moncada, Fidel usa seus discursos de 26 de julho para falar das imigrações e das relações com os Estados Unidos. Cerca de 10 mil pessoas - a maioria altos funcionários do governo e membros do Partido Comunista - foram convidadas para a cerimônia. Pela primeira vez, membros do corpo diplomático estrangeiro ficaram de fora da lista de convidados. Um líder de partido local recusou-se a dizer por que os diplomatas não foram convidados, mas deu a entender que o local não tinha espaço suficiente para acomodar todo mundo.

Agencia Estado,

26 Julho 2003 | 12h54

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