Cuba condena 'cruzada' contra Jogos Olímpicos na China

Governo cubano reconhece esforço chinês nas Olimpíadas e critica intromissão nos assuntos internos do país

Efe,

22 de março de 2008 | 19h42

 Cuba condenou neste sábado, 22, "as tentativas de organizar uma cruzada" com "motivações políticas" para levar ao fracasso dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e se opôs a qualquer intromissão nos assuntos internos da China. Veja também:Parlamento Europeu ameaça China com boicote às OlimpíadasSobe número de manifestantes tibetanos procurados pela ChinaChina reconhece que policiais atiraram em quatro tibetanosChina admite que protestos se espalharam para fora do TibeteChina diz que enfrenta 'luta de vida ou morte' Entenda os protestos no Tibete Em comunicado, as autoridades da ilha expressaram seu "reconhecimento e total apoio aos esforços da República Popular da China para garantir o êxito dos Jogos Olímpicos" e ressaltaram "o insuperável espírito esportivo" e a "grande responsabilidade" de Pequim em sua organização. "O governo de Cuba condena com toda energia as tentativas de organizar uma cruzada para fazer fracassar este nobre empenho, atrás da qual se escondem motivações políticas", diz a mensagem datada deste sábado em Havana. Para o governo da ilha, "é evidente que estes distúrbios foram gerados e promovidos pelo exterior". Além disso, o texto indica que "os atos de agressão" contra embaixadas e consulados chineses em 16 países são "uma gravíssima violação ao espírito e à norma da Convenção de Viena sobre relações diplomáticas e consulares". O governo de Cuba expressou "sua firme oposição a qualquer tentativa de ingerir nos assuntos internos da China e de atentar contra sua soberania e integridade territorial". Por último, incentivou a opinião pública internacional e a comunidade esportiva a defender "os nobres ideais que inspiraram o espírito olímpico". O comunicado de Havana foi feito depois que o presidente do Parlamento Europeu, Hans Gert Pöttering, ameaçou neste sábado a China com o boicote aos Jogos Olímpicos pela repressão contra a população tibetana. Os protestos no Tibete começaram em 10 de março, quando centenas de monges se manifestaram pelas ruas de Lhasa para lembrar o 49º aniversário da fracassada rebelião liderada pelo Dalai Lama contra o mandato chinês. As manifestações pacíficas foram reprimidas pelas forças de segurança chinesas, segundo denunciaram grupos de ativistas e organizações de direitos humanos, e após elas se desencadeou uma onda de violência no dia 14 deste mês.

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