Cuba confirma diálogo com os EUA

O governo do presidente Fidel Castro confirmou hoje que estabeleceu contatos com o Departamento de Estado dos EUA para trocar informações sobre a atual situação internacional e o terrorismo. Por outro lado, em um extenso comunicado publicado no jornal oficial Granma, Cuba assegurou que na atual conjuntura "o mais aconselhável é a busca serena e corajosa de soluções definitivas para o terrorismo" após os devastadores ataques de 11 de setembro nos EUA.Em nota separada enviada pela Chancelaria cubana aos meios de comunicação, o governo confirmou que "nos últimos dias" houve, tanto em Havana como em Washington, "contatos por via diplomática" entre os governos dos dois países, que romperam relações no início da década de 60. Ressaltou que estes contatos "não tiveram caráter secreto ou anormal", mas indicou que neles houve troca de informações sobre diferentes temas: desde tráfico de imigrantes até "qualquer tentativa de utilizar nosso território (cubano) para atividades terroristas contra os EUA ou outros países". O Departamento de Estado inclui Cuba em uma lista de sete países promotores do terrorismo, ao lado de Síria, Iraque, Irã, Líbia, Sudão e Coréia do Norte. Desde os atentados em Nova York e Washington, o governo norte-americano entrou em contato com a Síria, Sudão e Cuba.

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