Ramon Espinosa/AP
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Cuba considera insuficientes medidas de Obama para flexibilizar embargo

Em entrevista a jornal estatal, ministro diz que mudanças já adotadas pelos americanos não 'fornecem bases para avançar'

O Estado de S. Paulo

06 de abril de 2015 | 15h04

HAVANA - O governo cubano afirmou nesta segunda-feira, 6, que considera "incompletas e insuficientes" as medidas tomadas recentemente pelos presidente dos EUA, Barack Obama, para flexibilizar o embargo econômico de meio século sobre a ilha.

"As medidas de Obama não mudam a essência dessa medida unilateral mantida pelo governo americano contra Cuba", afirmou o ministro de comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Rodrigo Malmierca, em entrevista publicada pelo jornal estatal cubano Granma.

Depois de EUA e Cuba surpreenderem o mundo, no dia 17 de dezembro, ao anunciarem a retomada de relações diplomáticas, o governo americano colocou em prática uma série de medidas para flexibilizar viagens, o envio de dólares e o comércio, entre outras áreas, mas o embargo vigente desde 1962 segue de pé.

Malmierca reconheceu que estar medidas "significam um passo favorável", mas não "fornece as bases para criar um terreno fértil sobre o qual avançar". Para o ministro, "Obama possui amplas prerrogativas - que vão além das medidas aprovadas em janeiro - que poderiam contribuir com passo substantivos ao avanço até uma normalização das relações bilaterais".

Ainda de acordo com Malmierca, Cuba esperava já ter retomado a autorização para usar o dólar em suas operações internacionais, além da aprovação de algumas licenças para permitir a exportação de produtos cubanos para os EUA. "Além de itens tradicionais como o rum e o tabaco, existem outros de excelente qualidade que podem ser incluídos nesse possível intercâmbio, como os derivados da biotecnologia."

Na sexta-feira e no Sábado, Obama e o presidente cuba, Raúl Castro, participarão da Cúpula das Américas, no Panamá. Apesar de uma reunião bilateral não estar prevista, os dois devem se encontrar ao longo da reunião. / AFP

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