Cuba critica absolvição de terrorista pelos EUA

O presidente do Congresso de Cuba, Ricardo Alarcón, denunciou a absolvição de um terrorista venezuelano de origem cubana por um tribunal do júri no Texas (EUA) como "uma farsa vergonhosa". Em entrevista à agência de notícias Associated Press, Alarcón criticou a juíza federal norte-americana Kathleen Cardone, que presidiu o caso, alegando que ela não permitiu que os jurados vissem provas que os convenceriam de que Luis Posada Carriles era culpado.

AE, Agência Estado

09 de abril de 2011 | 17h59

Posada Carriles, de 83 anos, era acusado de ter mentido para as autoridades da Imigração norte-americana ao entrar nos EUA, em 2005. Ele é considerado Inimigo Público Número Um em Cuba, por sua participação no ataque a bomba que matou um turista italiano e feriu outras 12 pessoas em um hotel, em 1997, e por ter organizado o atentado em que um avião cubano de passageiros foi derrubado, em 1976, com 73 mortos.

"A farsa estúpida e vergonhosa está terminada. Há coisas que o júri não veio a saber, particularmente porque a juíza impediu que eles soubessem", disse Alarcón. O governo da Venezuela também condenou o veredicto do tribunal reunido na cidade texana de El Paso. O Ministério das Relações Exteriores venezuelano emitiu comunicado dizendo que o julgamento foi "um teatro armado pelo governo dos EUA para proteger o terrorista".

Posada Carriles nasceu em Cuba e deixou o país depois da revolução comunista liderada por Fidel Castro em 1959. Durante as décadas seguintes, como agente da agência de inteligência dos EUA (CIA), participou de atividades anticomunistas em vários países latino-americanos - inclusive da frustrada invasão da Baía dos Porcos, a tentativa da CIA e de militantes cubanos anticastristas de invadir Cuba a partir da Flórida em 1961. Serviu no Exército dos EUA, onde chegou ao posto de segundo tenente. As informações são da Associated Press.

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