Cuba critica EUA por encontros com dissidentes

Cuba criticou neste sábado uma delegação de diplomatas americanos por terem se reunido com líderes de oposição ao governo depois de discussões de alto nível sobre imigração. Havana qualificou o incidente como "prova" de que o objetivo de Washington é derrubar o governo comunista estabelecido no arquipélago.

AE-AP, Agencia Estado

20 de fevereiro de 2010 | 20h12

Um alto funcionário americano defendeu o encontro com os dissidentes sob a alegação de que a política dos EUA é estabelecer contato com "todos os setores" da sociedade cubana, e não apenas com o governo.

Os diplomatas americanos "reuniram dezenas de seus mercenários" horas depois da conclusão de um encontro no qual discutiram questões de imigração com líderes cubanos em um local não revelado em Havana, informou o Ministério das Relações Exteriores de Cuba.

Encontros do gênero não são incomuns quando funcionários dos EUA visitam o país. Dessa vez, porém, os líderes cubanos queixaram-se que os americanos reuniram-se exclusivamente com "dissidentes", e não com ativistas pró-democracia, jornalistas independentes ou organizadores de grupos políticos de oposição.

Segundo Havana, os dissidentes que participaram da reunião são agentes remunerados de Washington infiltrados para desestabilizar o sistema político cubano.

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