Cuba dá início a campanha contra embargo comercial

Afirmando que os cidadãos norte-americanos também são vítimas do embargo comercial imposto pelos Estados Unidos contra Cuba, o país comunista lançou sua campanha anual de olho numa resolução da ONU, a ser votada no mês que vem, condenando as sanções comerciais. "Esse não é um movimento contra os Estados Unidos", disse o ministro das Relações Exteriores, Felipe Perez Roque, sobre a resolução de Cuba conclamando para o fim do embargo. "Esse é um movimento contra uma política equivocada".Perez Roque disse que Cuba não culpa os cidadãos dos EUA pela política de seu governo, aplicada por várias décadas contra a ilha. "Eles também são vítimas dessa política absurda", acrescentou o ministro, em entrevista coletiva.A Assembléia Geral das Nações Unidas está programada para votar, em 12 de novembro, a resolução anual declarando a "necessidade do fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba". No relatório de Cuba entregue à Secretaria das Nações Unidas, submetido em 15 de julho, o governo declara que as sanções já causaram prejuízos de US$ 70 bilhões ao país caribenho em mais de quatro décadas. As sanções foram impostas no início dos anos 60, logo depois da revolução de 1959 que levou Fidel Castro ao poder."A política de bloqueio infligiu e continua a infligir danos sérios e caros ao bem-estar material, psicológico e espiritual do povo de Cuba, à medida que impede seu desenvolvimento econômico e social", diz o relatório. "O bloqueio dos Estados Unidos tem forçado gerações consecutivas de cubanos a viver sob um clima de permanente hostilidade e tensão", acrescenta o relatório.A Assembléia Geral das Nações Unidas, por 10 anos consecutivos, tem votado maciçamente pelo fim das sanções comerciais dos Estados Unidos contra Cuba. No ano passado, foram 167 votos a favor (3 contra) da resolução contra o embargo. Apenas Estados Unidos, Israel e Ilhas Marshal votaram a favor da manutenção das sanções.

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