Cuba denuncia na ONU plano "anticubano" dos EUA

Sem a veemência nem o magnetismo característicos de Fidel Castro, mas apresentando a mesma retórica, um dos vice-presidentes de Cuba, Esteban Lazo Hernández, denunciou nesta quarta-feira ao plenário da 61ª Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas o que classificou de "plano anticubano" e "política criminosa" dos Estados Unidos e assegurou que "o povo cubano não será jamais derrotado"."Cuba avança e continua enfrentando o seu futuro com otimismo junto aos povos que vocês representam para conquistar o direito de viver em paz, justiça e dignidade", disse Lazo, que discursou em substituição a Fidel, que se recupera de uma cirurgia.Depois de enumerar os objetivos e resultados da recente Cúpula dos Países Não-Alinhados, realizada na semana passada em Havana, Lazo dedicou a última parte de seu discurso para, diante de 192 representantes de nações presentes no plenário da ONU, denunciar o que classificou de ameaças americanas a seu país."A administração Bush reforçou sua hostilidade anticubana com novas sanções econômicas que endurecem ainda mais o que já se configura no mais longo bloqueio da história da humanidade", afirmou."Também (o governo americano) impõe novas represálias e persegue com sanha as transações financeiras relacionadas a nosso país", disse Lazo. "O próprio governo dos Estados Unidos reconhece que gasta mais recursos para perseguir e castigar aqueles que realizam negócios em Cuba que no controle das finanças dos que atacaram as Torres Gêmeas (em Nova York)".Lazo, que manifestou a solidariedade dos países não-alinhados à Venezuela, falou pouco depois de o presidente Hugo Chávez, que, por sua vez, foi mais forte que Cuba em suas denúncias contra os Estados Unidos, chamando o presidente George W. Bush de "diabo".

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