Cuba denuncia torturas em Guantánamo

Os militares americanos responsáveis pela prisão de Guantánamo - uma base americana em Cuba onde estão detidos mais de 600 supostos membros do Taleban e da Al-Qaeda - empregam os mesmos métodos de abuso de presos utilizados por seus pares no Iraque, denunciou o jornal cubano Granma. Sob o título "Onde estão as fotografias de Guantánamo?", o órgão oficial do Partido Comunista cubano afirma que as torturas de detidos por militares americanos no cárcere iraquiano de Abu Ghraib "não diferem muito do tratamento recebido por supostos prisioneiros da Al-Qaeda e do Taleban no campo de concentração de Guantánamo". Os suspeitos de terrorismo estão detidos em Guantánamo há dois anos sem que tenham sido formalmente acusados ou levados a julgamento, pois Washington os classifica como "combatentes inimigos". As denúncias do jornal cubano foram baseadas em informes emitidos por organizações de direitos humanos, testemunhas e alguns relatórios de jornalistas que tiveram acesso à área da detenção. Paralelamente, o Granma destacou que, em meio ao repúdio internacional à difusão de fotos que mostram torturas e humilhações sexuais praticadas por militares americano no Iraque, "o Pentágono informa sobre a inauguração de um novo pavilhão em Guantánamo".

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