Rodolfo Burher/REUTERS
Rodolfo Burher/REUTERS

Cuba destaca fala de Odebrecht sobre honestidade no país

Empresário disse que não houve recebimento indevido de vantagens por parte do governo no Porto de Mariel

O Estado de S.Paulo

07 Julho 2017 | 17h39

HAVANA - A imprensa estatal de Cuba destacou nesta sexta-feira, 7,  declarações dadas pelo empresário Marcelo Odebrecht, durante o acordo de delação premiada da empresa sobre irregularidades em obras na América Latina, na qual ele ressalta a honestidade dos dirigentes cubanos. Segundo Odebrecht, não houve recebimento de vantagem indevida na concessão do projeto do porto de Mariel. 

Com a manchete “Odebrecht não comprou favores em Cuba”, jornal estatal Joventud Rebelde lembrou as declarações do empresário, segundo as quais as transações com Cuba foram limpas e a corrupção no país é quase zero, o que seria comprovado pelo fato de que os ministros levam uma vida simples. 

Com um investimento de cerca de US$ 900 milhões, a Zona Especial de Mariel é o principal projeto da ilha para captar capital estrangeiro e integra um terminal de containers construídos pela Companhia de Obras e Infraestrutura, filial da Odebrecht.

O artigo lembra que em dezembro do ano passado o Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou que a empreiteira pagou milhões em propina em 12 países.

O caso Odebrecht envolveu autoridades e executivos de EUA, Argentina, Colômbia, Equador, Angola, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru, República Dominicana e Venezuela.

Nesses países, a Odebrecht supostamente pagou altas somas de dinheiro para obter negócios e licenças milionárias para executar importantes obras públicas entre 2001 e 2016.

A construtora pagou ao governo americano os US$ 93 milhões previstos num acordo judicial que firmou com EUA, Brasil e Suíça.

A Odebrecht tem uma estreita relação com o governo de Cuba, com o qual assinou vários contratos, entre os quais o Porto de Mariel, que contou com investimento de US$ 682 milhões por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). / EFE

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