Ramon Espinosa/AP Photo
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Cuba diz que falta de produtos de higiene continuará até abril em razão de crise econômica

Prioridades da ilha serão o fornecimento de combustíveis, alimentos e medicamentos, explicou o governo, culpando o embargo americano pela deterioração da situação

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2020 | 14h27

HAVANA - O governo de Cuba informou nesta semana que a falta de produtos de higiene, como sabonetes e detergentes, deve continuar até meados de abril. As justificativas do governo da ilha de 11 milhões de habitantes são as dificuldades financeiras resultantes da crise econômica que o país atravessa e do embargo imposto pelos EUA. 

"A situação deve-se às limitações financeiras do país, associadas ao recrudescimento do bloqueio econômico criminoso dos Estados Unidos, que pretende nos asfixiar", afirmou a ministra do Comércio Interior, Betsy Díaz Velázquez, ao jornal estatal Granma. A prioridade, no momento, será dada para combustíveis, alimentos e medicamentos,  acrescentou.

"A partir de algumas decisões que a direção do país e o ministério tomaram, que buscam alternativas financeiras e firmaram novos convênios com nossos fornecedores, acreditamos que em abril vai se estabilizar a disponibilidade dos principais produtos de higiene pessoal e outros que estão sendo muito pedidos, como frango". 

Os cubanos temem que esse racionamento possa se estender para outros produtos ao longo do ano. De acordo com o site Infobae, em janeiro o governo começou a racionar o uso de gás doméstico, solicitando medidas de economia e uso eficiente da energia para os cidadãos. 

A ministra ressaltou que, apesar da situação de austeridade, a cesta básica tem sido assegurada mesmo com os altos custos com importação. "A cesta, que pode parecer pouca e insuficiente, custa ao país mais de US$ 1 bilhão". 

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