Cuba e EUA iniciam terceira rodada de diálogo para restabelecer relações

Com diferenças sobre crise da Venezuela, países se reúnem em Havana sem expectativa de anúncios importantes

O Estado de S. Paulo

16 Março 2015 | 11h54

HAVANA - Representantes dos governos de Estados Unidos e Cuba retomaram nesta segunda-feira, 16, em Havana, as conversar para tentar restabelecer as relações diplomáticas entre os dois países, apesar do desacordo sobre a atual situação na Venezuela.

Depois de duas rodadas de negociações em janeiro e fevereiro em Havana e Washington, respectivamente, a subsecretária para o Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado, Roberta Jacobson, e Josefina Vidal, responsável pelos EUA no Ministério das Relações Exteriores de Cuba se reuniram nesta manhã a portas fechadas, segundo uma fonte do governo americano.

"Os dois lados estiveram em contato desde a última reunião em fevereiro", destacou o Departamento de Estado dos EUA ao anunciar a reunião. "Está no melhor interesse dos dois países que as relações diplomáticas sejam restabelecidas e as embaixadas reabertas", disse à AFP uma fonte do Departamento de Estado.

Ao contrário das reuniões anteriores, as representantes dos dois países não devem falar com a imprensa ao final das conversas, o que sugere que nenhum grande avanço será anunciado.

Depois do anuncio histórico em 17 de dezembro da reaproximação entre os dois países depois de mais de 50 anos, os governos cubano e americano tentam reabrir suas embaixadas antes da Cúpula das Américas, marcada para os dias 10 e 11 de abril no Panamá e que, pela primeira vez, terá a participação de Havana.

"O restabelecimento das relações diplomáticas e a reabertura de embaixadas a tempo para a Cúpula das Américas, em abril, é um desejo expresso dos americanos", destacou nesta segunda o portal estatal de notícias Cubadebate.

No entanto, as sanções adotadas na semana passada por Washington contra oito funcionários do alto escalão do governo da Venezuela e a declaração do presidente dos EUA, Barack Obama, de que o país caribenho - principal aliado dos cubanos - é uma ameaça à segurança podem atrapalhar os planos. / AFP

Mais conteúdo sobre:
Cuba Estados Unidos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.