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Cuba e EUA retomam voos fretados entre Havana e Nova York

Trajeto terá frequência semanal e é mais um passo na retomada das relações diplomáticas entre os dois países

O Estado de S. Paulo

17 Março 2015 | 16h04

HAVANA - Cuba e EUA retomaram nesta terça-feira, 17, a conexão aérea direta entre Havana e Nova York com um voo fretado que terá uma frequência semanal, operado pela agência de viagens americana Cuba Travel Services (CTS), mais um passo da retomada diplomática entre os dois países.

A linha entre as duas cidades ficou aberta na manhã desta terça-feira, 17, com um voo que saiu de Havana rumo a Nova York com dez pessoas a bordo. A aeronave havia chegado à ilha desde Miami, informaram fontes do aeroporto internacional José Martín, da capital cubana.

A viagem de retorno, procedente do aeroporto internacional JFK, de Nova York, chegará a Havana às 18h30 local (21h30 em Brasília), disseram as fontes.

Em fevereiro, a CTS informou que o voo entre Nova York e Havana seria realizado em um Boeing 737-800, alugado da companhia aérea americana Sun Country. Seriam oferecidas duas tarifas únicas: US$ 849 ida e volta, e US$ 1.334 dólares se a classe for executiva.

Essa conexão se soma a outros novos serviços de voos charter anunciados recentemente entre EUA e a ilha, como a travessia Nova Orleans-Havana retomada no sábado 14, após 57 anos.

Em 1999 foi realizado o primeiro voo charter direto entre Nova York e Havana após quase 40 anos da decisão do então presidente de EUA, Bill Clinton, de autorizar voos para facilitar os "contatos pessoais" entre os dois países, ainda no contexto da política de bloqueio econômico de Washington contra a ilha.

Várias dessas conexões se perderam nos anos seguintes sob a presidência do sucessor de Clinton na Casa Branca, George W. Bush, que aprovou medidas para reforçar o embargo vigente desde 1962 limitando as viagens dos cubanos residentes nos EUA

A inauguração de novas conexões aéreas entre os países ocorre agora no contexto de degelo diplomático anunciado por Washington e Havana em 17 de dezembro e no meio das negociações oficiais para normalizar suas relações.

Fruto desse acordo, em janeiro, o presidente americano, Barack Obama, anunciou uma série de medidas que suavizam o embargo, entre as quais figuram a eliminação de certas restrições para que os americanos viajem para Cuba. /EFE

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