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Cuba e EUA trocam prisioneiros e preparam retomada de relações

Segundo a Casa Branca, presidente anunciará maior mudança em relação a Cuba desde 1961; Raúl também discursará em Havana

Claudia Trevisan, CORRESPONDENTE / WASHINGTON

17 de dezembro de 2014 | 12h19

] (Atualizada às 12h52) WASHINGTON -O governo cubano libertou na manhã de hoje o americano Alan Gross, que estava preso havia cinco anos na ilha, abrindo caminho para a mais ampla mudança na relação entre os dois países desde a imposição do embargo econômico em 1961. Depois de um rompimento de meio século, Washington e Havana decidiram preparar a retomada das relações diplomáticas, o que levará à abertura de embaixada americana em Cuba.

Em troca, os EUA libertaram três espiões cubanos condenados em 2001. O presidente Barack Obama fará um pronunciamento às 12h (15h, horário de Brasília) para anunciar as mudanças. As medidas devem ter caráter regulatório e diplomático e não devem afetar o embargo, que só pode ser suspenso por decisão do Congresso. 

“Nós estamos navegando um novo curso em relação à Cuba”,disse um integrante do governo à CNN. “O presidente concluiu que é o momentocerto para se tentar uma nova abordagem, tanto em razão do início de mudançasem Cuba quanto pelos problemas que isso causa para nossa política regional.”

Os países da América Latina são unânimes em condenar oembargo à Cuba, o que deixou os EUA isolados nessa questão. O país foiconvidado a participar da próxima Cúpula das Américas, que será realizada noPanamá em abril, o que colocou em dúvida a presença de Obama no encontro.

Integrantes de sua administração falam abertamente que oembargo econômico é improdutivo e não surtiu o efeito desejado de provocarmudanças democráticas na ilha. Mas a prisão de Gross e a recusa do governo RaúlCastro de libertá-lo impedia que Washington atuasse de maneira mais agressivapara mudança de sua política. 

Gross, um agente da Agência Americana para Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês), foi preso por tentar implementar um serviço de conexão de internet clandestina na ilha. 

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