Cuba estimulará cooperativas e a iniciativa privada

Assim que ocorrer o corte de funcionários públicos anunciados ontem, os cubanos poderão abrir cooperativas para se ocupar de funções como a criação de coelhos, a fabricação de tijolos ou o preparo de doces e a administração dos transportes públicos, segundo um documento que circulou entre dirigentes políticos da ilha. A agência Associated Press obteve o texto hoje.

AE-AP, Agência Estado

14 de setembro de 2010 | 14h23

Cuba confirmou ontem que meio milhão de pessoas terão de deixar seus postos de trabalho, pois o setor estatal está "inflado" e o país não consegue mais arcar com o peso da ineficiência. Um documento que circulou desde o fim de agosto entre altos dirigentes do Partido Comunista de Cuba ofereceu detalhes sobre os cortes de empregos públicos e a abertura de cooperativas, além da concessão de licenças para ocupações independentes.

Em um trecho sobre "ideias de cooperativas", no texto de 26 páginas, está especificado que serão aceitas na ilha comunista, por exemplo, cooperativas de curtidores de peles ou fabricantes de ração, de carpinteiros e oficinas de serralheria e de automóveis.

Há a previsão também de se conceder licenças para serviços como a venda de flores ou a abertura de academias de ginástica. "Os gastos em salário e outros com pessoal não são respaldados pelos níveis produtivos atuais", afirma o documento.

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