EFE/Alejandro Ernesto
EFE/Alejandro Ernesto

Cuba investiga ‘incidentes’ com diplomatas na embaixada americana em Havana

Washington alega que algo ainda não especificado causou sintomas físicos em funcionários; em maio, EUA pediram que dois representantes cubanos deixassem o país

O Estado de S.Paulo

10 Agosto 2017 | 11h24

WASHINGTON - Cuba informou na quarta-feira 9 que está investigando as alegações de Washington de que "incidentes" não especificados causaram sintomas físicos em diplomatas americanos que trabalham na embaixada dos EUA em Havana, depois que dois funcionários cubanos sediados na capital americana foram expulsos.

"Cuba jamais permitiu, ou permitiria, que o território cubano fosse usado para qualquer ação contra agentes diplomáticos credenciados ou suas famílias", disse o Ministério das Relações Exteriores cubano em comunicado. "Cuba reitera sua disposição de cooperar no esclarecimento desta situação."

Havana informou ter iniciado uma "investigação abrangente, prioritária e urgente" sobre os supostos incidentes depois de ser informada pela embaixada a respeito do assunto em fevereiro.

Mais cedo na quarta-feira, a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Heather Nauert, disse a repórteres que a natureza exata dos incidentes não está clara, mas que americanos que trabalham em Cuba voltaram para casa por "razões médicas" sem risco de morte.

Os EUA souberam dos problemas na embaixada no fim de 2016, explicou. "Não temos nenhuma resposta definitiva sobre a fonte ou a causa do que consideramos como incidentes", disse Nauert. "Ela causou uma variedade de sintomas físicos nestes cidadãos americanos que trabalham para o governo dos EUA. Levamos estes incidentes muito a sério, e há uma investigação em andamento atualmente."

Como resultado, no dia 23 de maio os EUA pediram que dois funcionários cubanos que atuavam em Washington deixassem o país, e eles o fizeram, disse Nauert. Cuba descreveu a ação como "injustificada".

"O que isto exige é que se proporcionem exames médicos a estas pessoas", disse a porta-voz. "Inicialmente, quando elas começaram a relatar o que só chamarei de sintomas, demorou para se entender o que era, e isso ainda continua. Então estamos monitorando."

Uma autoridade do governo dos EUA disse que vários colegas da embaixada de Havana foram levados de volta a seu país por problemas de audição e outros sintomas ao longo dos últimos seis meses. Mais tarde alguns receberam aparelhos contra surdez, disse o funcionário, que falou sob condição de anonimato.

O presidente dos EUA, Donald Trump, reverteu parte das políticas de reaproximação de Cuba adotadas por seu antecessor, Barack Obama, mas manteve muitas delas, incluindo a reabertura da embaixada em Havana. / REUTERS e EFE

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