Cuba lamenta perda de fotógrafo da Revolução

Raúl Corrales, fotógrafo clássico da Revolução, que foi enterrado neste sábado em Havana, era uma figura imprescindível para Cuba, disse o ministro da cultura do país, Abel Prieto. Corrales, considerado um dos clássicos da denominada "Fotografia épica da Revolução cubana", morreu de madrugada, vítima de um enfarte, aos 81 anos. Ele foi enterrado no cemitério Colón, em Havana. "Era uma figura imprescindível na cultura nacional. A sua obra faz parte da imagem do povo cubano para si mesmo e para o resto do mundo", afirmou o ministro à imprensa local, dizendo que a história de Cuba pode ser contada sem Corrales, mas não sem suas imagens. O ministro destacou "o valor testemunhal" de suas fotos, "sobretudo durante os primeiros anos da Revolução, e a elegia poética aos heróis anônimos". Segundo a Agência de Informação Nacional, o ministro de Cultura ressaltou o constante trabalho de criação de Corrales, sua fidelidade revolucionária e a ação coerente com seus princípios, "que o transformaram em exemplo imperecível para todos os fotógrafos cubanos". Corrales nasceu em 1925 e durante quase 60 anos foi "um paradigma da fotografia cubana", acrescentou a agência. O fotógrafo recebeu em 1996 o Prêmio Nacional de Artes Plásticas. No ano passado, o Instituto Superior de Arte deu a ele o título de Doutor Honoris Causa. Ele era um dos clássicos da Fotografia épica da Revolução cubana na década dos anos 1960, ao lado de Alberto Díaz "Korda", autor da mais famosa foto realizada do guerrilheiro Ernesto "Che" Guevara, e de Osvaldo Salas. O mestre cubano ficou conhecido por suas fotos da invasão de Playa Girón (Baía dos Porcos) em abril de 1961. Uma delas foi publicada hoje no jornal oficial "Granma".

Agencia Estado,

16 Abril 2006 | 03h48

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