REUTERS/Enrique De La Osa
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Cuba liberta dissidentes detidos após marcha das Damas de Branco

Entre os opositores libertados estão a líder do grupo, Berta Soler, seu marido e ex-prisioneiro político, Ángel Moya, e o ativista Antonio González Rodiles

Cláudia Trevisan, Enviada Especial / Havana, O Estado de S. Paulo

21 de março de 2016 | 08h35

HAVANA - Dissidentes cubanos detidos horas antes da chegada do presidente Barack Obama a Havana foram libertados no fim da noite de domingo, 20. Entre eles, estavam a líder das Damas de Branco, Berta Soler, e Antonio Rodiles, do movimento #Todos Marchamos, convidados para um encontro com o dirigente americano na terça-feira.

Ambos foram detidos com dezenas de outros ativistas por volta das 13 horas no bairro de Miramar, depois da tradicional marcha realizada desde 2003 pelas Damas de Branco, grupo formado por parentes de presos políticos.

A situação dos direitos humanos em Cuba é um dos pontos mais espinhosos da relação entre Washington e Havana. Os Estados Unidos pressionam o governo da ilha para ampliar as liberdades individuais e o acesso à informação pela população cubana, especialmente por meio da internet. 

A mulher de Rodiles, Ayler Gonzales, disse ao Estado que os dissidentes foram libertados por volta das 21h do domingo. Segundo ela, algumas pessoas continuavam detidas. O #Todos Marchamos realiza há 46 domingos manifestações junto com as Damas de Branco nas quais pedem a libertação de todos os presos políticos (cerca de 85) e a anistia a todos opositores ao governo.

De acordo com Soler, há outros 30 ex-presos políticos que foram libertados de maneira condicional, entre os quais seu marido, Angel Moya Acosta, solto em 2011.

O tema de direitos humanos estará na agenda do encontro de Obama com o presidente de Cuba, Raúl Castro. Ambos se encontrarão no Palácio da Revolução a partir das 11h desta segunda-feira.

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