Cuba libertará mais quatro prisioneiros políticos, diz Igreja Católica

Subirá para 36 o número de dissidentes soltos pelo regime; outros 16 aguardam libertação

Agência Estado e Associated Press

17 de setembro de 2010 | 14h02

HAVANA - A Igreja Católica Romana em Cuba revelou nesta sexta-feira, 17, os nomes de mais quatro prisioneiros políticos que serão libertados e seguirão para o exílio na Espanha. Com isso, sobe para 36 o número de detentos libertados e enviados para fora da ilha sob um acordo com o governo do presidente Raúl Castro.

 

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Nelson Molinet Espino, Hector Raul Valle Hernandez, Miguel Galvan Gutierrez e Jose Miguel Martinez Hernandez serão libertados em breve e viajarão para a Espanha, informou, em comunicado, Orlando Marquez, da Igreja Católica Cubana. Restam 16 prisioneiros a serem libertados, nove semanas após o acordo.

 

O governo de Cuba anunciou no início de julho que libertaria 52 presos políticos em um prazo máximo de quatro meses como resultado do processo de diálogo aberto com a Igreja Católica cubana e apoiado pela Espanha. Os dissidentes presos são os remanescentes dos 75 presos na onda repressiva da Primavera Negra de 2003. Eles cumpriam até 28 anos de prisão.

 

A Comissão Cubana de Direitos Humanos, um órgão independente, mas tolerado pelo regime, disse que após a libertação dos 52 dissidentes ainda restarão cerca de 100 presos políticos na ilha. A cifra, no entanto, é contestada por outros órgãos, como a Anistia Internacional, segundo a qual só restará em Cuba um "preso de consciência."

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