Acervo Pessoal/Divulgação
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Cuba mantém sentença de 15 anos para americano acusado de espionagem

Alan Gross foi condenado por participar de 'planos subversivos' contra o governo da ilha

Efe

05 de agosto de 2011 | 15h46

HAVANA - A Corte Suprema de Cuba ratificou a sentença de 15 anos de prisão determinada em março passado ao americano Alan Gross, funcionário contratado pelo governo dos Estados Unidos condenado por participar de "planos subversivos" contra a ilha, informou nesta sexta-feira, 5, o site estatal Cubadebate.

 

Segundo o site, a Sala dos Crimes contra a Segurança do Estado do Tribunal Supremo Popular emitiu uma "resolução definitiva na qual rejeita a impugnação" da sentença de Gross, cuja audiência de apelação foi realizada há 15 dias em Havana. Assim, foi negado o recurso apresentado pela advogada cubana do americano, Nuris Piñeiro, e pelo próprio acusado, que falou aos juízes na audiência.

 

A nota indica que no julgamento de Gross, realizado em março, em Havana, ficou demonstrado que ele "introduziu em Cuba, de maneira ilegal, equipamentos de tecnologia de informação como parte de um programa do governo dos Estados Unidos voltado a promover ações desestabilizadoras no país e a subverter a ordem constitucional cubana".

 

Quanto ao processo judicial aberto contra Gross, o Cubadebate afirma que o americano "contou com todas as garantias e direitos" previstos na Constituição, bem como com os instrumentos internacionais relativos a estes temas. "(O réu) recebeu o tratamento digno e humano, tal como ele próprio reconheceu expressa e publicamente em reiteradas ocasiões", acrescenta.

 

Gross, de 62 anos, foi detido em dezembro de 2009 por distribuir equipamentos tecnológicos a uma comunidade judaica da ilha. Ele trabalhava para a empresa Development Alternatives (DAI), uma companhia terceirizada da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, na sigla em inglês) dedicada a trabalhos de desenvolvimento em outros países.

 

Sua detenção provocou uma escalada de atritos entre Havana e Washington, cujos governos não têm relações diplomáticas desde 1961 e cultivam uma inimizade há mais de meio século.

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