REUTERS/Enrique de la Osa
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Cuba planeja levar internet aos lares de Havana até o fim do ano

País comunista tem uma das menores taxas de penetração de internet no mundo; embora o governo culpe o custo pela falta de investimento em infraestrutura, críticos sugerem que o real impedimento é o medo de perder o controle da imprensa

O Estado de S. Paulo

25 de outubro de 2016 | 21h15

HAVANA - Cuba, que está algumas décadas atrasada na era da internet, planeja levar a rede para algumas casas em Havana até o fim do ano, noticiou a Agência Cubana de Notícias (ACN) nesta terça-feira, 25.

O país comunista tem uma das menores taxas de penetração de internet no mundo. Embora o governo culpe o custo pela falta de investimento em infraestrutura, críticos sugerem que o real impedimento é o medo de perder o controle da imprensa.

Até agora, estima-se que somente 5% da população cubana tenha internet em casa, algo que requer permissão especial do governo. Normalmente é concedida principalmente para acadêmicos, médicos e intelectuais.

O restante dos 11,2 milhões de habitantes de Cuba precisam confiar nos pontos de wifi da ilha e os centros de internet estatais, embora eles sejam pouco usados devido às altas taxas. A tarifa de dois dólares por hora de uso de wifi representa quase 10% do salário médio estatal.

Um projeto piloto levará a internet primeiramente aos lares de dois mil moradores da Velha Havana, noticiou a ACN, citando uma autoridade sênior do monopólio de telecomunicações Etecsa.

A infraestrutura necessária já foi instalada pela empresa chinesa Huawei, embora as tarifas não tenham sido decididas ainda, noticiou a ACN, citando o oficial da Etecsa Eudes Monier. / REUTERS 

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