Cuba questiona EUA sobre método usado no Afeganistão

O ministro cubano das Relações Exteriores, Felipe Pérez Roque condenou hoje o terrorismo e a guerra e questionou os EUA pelo "método absurdo e ineficaz para erradicar o terrorismo", ao falar hoje no plenário da 56ª Assembléia Geral da ONU. Ele pediu que os EUA detivessem a guerra no Afeganistão e que parassem "sua ineficiente e injustificável campanha de bombardeios contra esse povo". Mas as palavras de Pérez Roque não foram ouvidas pelos norte-americanos, cujos delegados abandonaram o plenário pouco antes da intervenção. Ao criticar a decisão norte-americana, anunciada no Conselho de Segurança da ONU, de que se reservava o direito de atacar os países que considerava como uma ameaça, Pérez Roque disse que "só sob a liderança da ONU poderemos derrotar o terrorismo", porque "a cooperação e não a guerra é o caminho" para isso. Por acreditar nesse caminho, acrescentou o chanceler, Havana propõe uma "ratificação imediata de todos os instrumentos jurídicos internacionais em matéria de terrorismo" e advoga que seja definido "com exatidão o que é terrorismo".Porque "é preciso impedir que uns poucos interessados tentem qualificar como tal o direito dos povos de lutar por sua autodeterminação ou contra a agressão estrangeira", disse Pérez Roque. Ao referir-se, sem mencionar pelo nome, à ameaça de lançar mão de armas químicas ou nucleares formulada pelo saudita Osama bin Laden, Pérez Roque disse que isto "pode ser um perigoso blefe" ou, no caso de dispor de alguma dessas armas, seria "uma verdadeira loucura ameaçar usá-las". A esse respeito, Cuba criticou "a irresponsabilidade de importantes potências nucleares, o comércio de armas, a corrupção e a transferência ilícita de todo tipo de tecnologia militar".Leia o especial

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