Cuba reestrutura indústria do açúcar

O governo cubano anunciou que mandará de volta à escola cerca de 60.000 trabalhadores da tradicional indústria do açúcar, submetida a um vasto processo de reestruturação. O ministro do Açúcar, Ulises Rosales, também indicou que Cuba garantirá o fornecimento do produto a seus tradicionais compradores, como países da Europa, Rússia e China. Em entrevista à imprensa junto a outros funcionários do ministério, Rosales assegurou que das 420.000 pessoas em atividade nessa indústria, cerca de 100.000 deixarão canaviais e engenhos para se dedicarem a outros trabalhos, desde o plantio de diferentes produtos agrícolas até a pecuária, como a criação de búfalos para a produção de leite. Desses 100.000 trabalhadores, cerca de 60.000 passarão a cursar diversas carreiras técnicas, principalmente no setor agropecuário, indicou por sua vez Noel Casañaz, diretor de recursos humanos do ministério. Enquanto estudam, os trabalhadores continuarão recebendo seus salários, de entre 300 pesos e 1.000 pessos (equivalentes a entre US$ 11 e US$ 38) mensais. Segundo o ministério, eles precisam submeter-se a novo treinamento porque por anos a fio não conheceram outra atividade senão o cultivo do açúcar. Os funcionários ministeriais não quiseram comentar sobre o volume total de investimentos que será dedicado ao plano de reestruturação, incluindo o pagamento de salários aos trabalhadores-estudantes. O plano, que começou a ser colocado em prática há três meses, contempla o fechamento de 70 das 154 usinas inastaladas no país e a manutenção de uma produção de cerca de 4 milhões de toneladas de açúcar, mas apenas na metade das terras atualmente utilizadas para o plantio da cana: 1,5 milhão de hectares. Rosales assegurou que o projeto de reestruturação deverá ser completado em 2004.

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