Franklin Reyes/AP
Franklin Reyes/AP

Cuba retira subsídio de cigarros

Governo diz que produto 'não pode ser considerado um gênero de primeira necessidade'

O Estado de S. Paulo

26 de agosto de 2010 | 11h15

HAVANA - Autoridades cubanas anunciaram na quarta-feira, 25, que a venda de cigarro não será mais subsidiada, uma vez que o produto "não pode ser considerado um gênero de primeira necessidade".

 

A medida foi interpretada como mais uma tentativa do líder cubano Raúl Castro de manter as contas da economia socialista sob controle. Até ontem, os cubanos com mais de 54 anos recebiam quatro maços de cigarros pelo equivalente a US$ 0,38. Muitos idosos trocavam os cigarros por dinheiro no mercado paralelo, já que o produto vale US$ 0,90 fora do "livreto de racionamento".

 

A medida afeta até não fumantes, que compravam os cigarros a baixo custo e os revendiam para aumentar a receita. "Me sinto insultado, é mais uma coisa que estão tirando de nós", disse Angela Jimenez, que recebe uma pensão mensal equivalente a US$ 10.

 

Com informações das agências Reuters e BBC

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