Cuba sentencia dissidente cego à prisão

O regime cubano sentenciou a quatro anos de prisão o dissidente Juan Carlos González Leiva, presidente da Fundação de Direitos Humanos de Cuba. González Leiva, que é advogado e cego, cumprirá a sentença em regime domiciliar e de liberdade vigiada. O julgamento foi o primeiro de um preso político na ilha desde os processos sumários que levaram 75 dissidentes à prisão, desde abril do ano passado. O mesmo tribunal também sentenciou outros nove presos políticos a penas que variam entre três e seis anos.González Leiva foi preso há dois anos, tempo que cumpriu em regime fechado. Ele foi acusado de desordem pública, desobediência civil, desacato ao chefe de Estado - o presidente Fidel Castro - e resistência à prisão. "Disseram-me que se considerarem que estou violando o estatuto de limitação de meus direitos poderei voltar à prisão", declarou o advogado. "O objetivo (do regime de Fidel) é manter a espada de Dâmocles sobre a cabeça para que eu não possa seguir fazendo oposição."González Leiva denunciou também ter sofrido "tortura física e psicológica" durante o tempo em que permaneceu preso.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.