REUTERS/Enrique de la Osa
REUTERS/Enrique de la Osa

Cuba assina com Verizon acordo de serviço de chamadas diretas com EUA

Depois de mais de 50 anos em que o serviço era prestado por outros países, roaming direto será possível graças a um acordo assinado com a operadora americana Verizon

O Estado de S. Paulo

15 de março de 2016 | 09h51

HAVANA - Cuba assinou na segunda-feira um novo acordo de roaming direto com os EUA, ampliando o serviços de chamadas diretas, com a companhia Verizon, maior operadora do território americano, segundo informou em um comunicado a Empresa Estatal de Telecomunicações (Etecsa) da ilha.

“Esse acordo permitirá inicialmente oferecer serviços de chamadas telefônicas por meio da interconexão direta entre os dois países, e entrará em operação assim que tiver início o período de implementação e testes técnicos realizado por ambos os países", disse a Etecsa em nota.

O acordo permite aos clientes da Verizon realizar e receber chamadas na rede da Etecsa com seus próprios celulares, por meio de roaming direto.

A Verizon, com sede em Nova York, já contava desde 2015 com serviços de roaming em Cuba, mas na ocasião, o acordo não hava sido feito diretamente com a Etecsa, e sim por meio de um intermediário, o que afetava a qualidade do serviço e elevava os custos das operações.

O anúncio acontece a uma semana da primeira visita do presidente Barack Obama a Cuba, prevista para os dias 20 a 22 deste mês.

Depois de iniciado o processo de reaproximação diplomática entre os dois países, em dezembro de 2014, empresas de telecomunicações dos dois territórios acordaram o estabelecimento de um serviço direto de telecomunicações. Durante mais de 50 anos, o serviço telefônico entre Cuba e EUA foi realizado por outros países. 

Correio. Quatro dias antes de Obama chegar a Cuba, um "voo inaugural" restabelecerá na quarta-feira o correio direto entre os EUA e a ilha, interrompido há meio século, informou a empresa estatal encarregada do serviço. "Em 16 de março de 2016, será realizado o voo inaugural que restabelecerá o intercâmbio direto de correio postal entre os dois países mediante a implementação de um plano piloto, que deve se instituir com caráter permanente no futuro", informou o Grupo Empresarial Correios de Cuba.

Em nota, publicada nesta terça-feira no jornal oficial Granma, a empresa estatal explicou que o serviço "permitirá envios diretos entre Cuba e os EUA de correspondências, encomendas postais, mensagens e pacotes expressos por meio das agências de correio dos dois países". /EFE e AFP

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