Alexandre Meneghini/REUTERS
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Cuba pretende ter vacina própria contra covid-19 em seis meses

As duas principais vacinas do país, Soberana01 e Soberana02, demonstraram confiança em relação à segurança e à resposta imunológica, segundo o Instituto Finlay de Vacinas do país

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de dezembro de 2020 | 14h30

HAVANA - Cuba planeja imunizar toda sua população contra o coronavírus com uma vacina própria ainda no primeiro semestre de 2021 , afirmou o diretor do Instituto Finlay de Vacinas (IFV), Vicente Vérez Bencomo. O país tem capacidade "para imunizar a população cubana no primeiro semestre de 2021", disse Vérez, citado nesta terça-feira, 29, pelo jornal oficial Granma.

Vérez fez a afirmação diante do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, em uma visita ao IFV, onde duas vacinas candidatas contra a covid-19 são elaboradas: Soberana01 e Soberana02. "Avançaram significativamente no ensaio clínico: a 01 vai terminando a fase 1, e a 02 entra na fase 2", informou Vérez.

Ele destacou que as duas vacinas demonstraram confiança em relação à segurança e à resposta imunológica, mas "a Soberana 02, em específico, por suas características, mostrou uma resposta imunológica precoce (aos 14 dias), o que permite passar para a fase 2 de ensaio clínico mais rapidamente".

O funcionário explicou que, em janeiro, cerca de 1.000 voluntários serão vacinados nas diferentes formulações da Soberana 02, para, mais tarde, após as avaliações e permissões exigidas, entrar na fase 3. Aí então participariam cerca de 150 mil pessoas em Havana.

As negociações para desenvolver a fase 3 de ensaio clínico da Soberana 02 também avançam em outros países devido à baixa prevalência da covid-19 na população cubana, acrescentou. O Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia também trabalha em outras duas candidatas de vacina contra a covid-19, denominadas Mambisa e Abdala.

Os cientistas cubanos têm experiência na obtenção e na fabricação de vacinas. O programa nacional de vacinação para toda infância conta com 11 vacinas contra 13 doenças. Oito delas são fabricadas na ilha.

Embora atualmente enfrente um aumento de casos, devido à abertura das fronteiras, Cuba, com 11,2 milhões de habitantes, mantém a propagação da doença sob controle, com 11.434 casos e 143 mortes até domingo, números baixos em comparação com seus vizinhos da região. /AFP

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