Cuba vai libertar últimos dois dissidentes presos em 2003

Opositores fazem parte do Grupo dos 75, cujo processo de soltura teve início em julho de 2010

Agência Estado

22 de março de 2011 | 17h20

HAVANA - A igreja católica de Cuba informou nesta terça-feira, 22, que o governo do país vai libertar os últimos dois prisioneiros políticos detidos desde a repressão contra dissidentes em 2003. A decisão vai concluir a libertação de 75 importantes intelectuais, líderes opositores e ativistas que foram encarcerados por acusações que incluem traição e há tempos atrapalham as relações com outros países.

 

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Os dois últimos prisioneiros que serão libertados são Félix Navarro Rodríguez e José Daniel Ferrer García, ativistas que haviam sido condenados a 25 anos de prisão. "Essas libertações acontecem com oito anos de atraso, mas estou muito contente em saber que não haverá mais prisioneiros de consciência em Cuba", disse Gerardo Ducos, pesquisador especializado em Caribe da Anistia Internacional.

 

Ducos pediu às autoridades que permitam que os presos continuem com suas atividades e parem de perseguir as pessoas que exercem seus direitos civis. "O fato é que o povo continua a sofrer restrições em sua liberdade de expressão e associação e Cuba deveria continuar a trabalhar para melhorar isso", disse ele.

 

Cuba começou a libertar os dissidentes presos em 2003 - conhecidos como o Grupo dos 75 - após um acordo entre o presidente Raul Castro e o cardeal de Havana, cardeal Jaime Ortega, feito em julho. As informações são da Associated Press.

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