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Cubanas estabelecem ''agenda de protestos''

Damas de Branco, grupo de parentes de presos políticos, sairão às ruas todo dia 18, além de marchar em Havana após as missas de domingo

Ruth Costas, ENVIADA ESPECIAL / HAVANA, O Estadao de S.Paulo

22 de março de 2010 | 00h00

A estratégia das Damas de Branco para continuar a pressionar o governo cubano a libertar seus maridos, filhos e irmãos será prosseguir seus protestos todo dia 18 do mês para lembrar os presos políticos da ilha, segundo a sua líder, Laura Pollán. Foi nesse dia de março de 2003 que Havana prendeu 75 dissidentes sob a acusação de receber recursos dos EUA para criar agitação política. Ontem elas encerraram sete dias de marchas para marcar os sete anos da onda de prisões.

Segundo Laura, as mulheres que moram em Havana também irão todos os domingos à missa na Igreja de Santa Rita e voltarão caminhando pelas ruas de Havana, vestidas de branco, para não deixar que o seu drama seja esquecido. "Com toda essa comoção internacional, acredito que a libertação deles nunca esteve tão próxima", disse Laura, mulher do dissidente Héctor Masedo, condenado à prisão perpétua. "Trataremos de lembrá-los com frequência até que isso esteja solucionado."

O movimento também tem apoio do exílio cubano na Europa e nos EUA, de quem recebe alguns recursos. São cerca de US$ 50 mensais para algumas integrantes que não têm como se manter, segundo Laura. O governo cubano diz que essa é a prova de que as Damas de Branco são financiadas por contrarrevolucionários que querem desestabilizar o regime.

Ontem, a porta-voz do grupo em Madri, Blanca Reyes, mulher do poeta Raúl Reyes, um dos presos políticos libertados por questões de saúde, pediu ao chanceler espanhol, Miguel Ángel Moratinos, para reconsiderar sua defesa de uma revisão da posição comum da União Europeia em relação a Cuba.

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