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Cubanas marcham pelo 5º dia seguido

Protesto marcou divulgação de lista com 25 mil assinaturas pedindo o fim da repressão

AP E EFE, O Estadao de S.Paulo

20 de março de 2010 | 00h00

Pelo quinto dia seguido, as Damas de Branco - grupo que reúne parentes de prisioneiros políticos cubanos - marcharam ontem pelas ruas de Havana, desafiando a repressão do regime contra os dissidentes e ativistas que pedem abertura e respeito aos direitos humanos na ilha.

A marcha coincidiu com a divulgação de uma lista de 25 mil assinaturas coletadas pelo blog "Orlando Zapata Tamayo. Eu acuso o governo cubano", que pede "respeito ao exercício, à promoção e à defesa dos direitos humanos em todas as partes do mundo". Tamayo morreu no dia 23 depois de ter passado 85 dias em greve de fome.

O blog diz que o dissidente foi "injustamente encarcerado e brutalmente torturado nas prisões castristas; morto em greve de fome, denunciando estes crimes e a falta de direitos e de democracia em seu país".

Entre as pessoas que assinaram a lista estão os escritores latino-americanos Mario Vargas Llosa, Rafael Gumucio, Fernando Iwasaki, Zoe Valdés, Andrés Neuman e Ángeles Mastretta.

Na quinta-feira, o governo dos EUA mostrou-se "consternado" pela forma como as autoridades cubanas dissolveram uma manifestação pacífica das Damas de Branco, um dia antes.

"As imagens que nós vimos nos jornais e nas televisões falam por si mesmas sobre a atitude do governo de Cuba", disse o porta-voz adjunto do Departamento de Estado americano, Gordon Duguid. "Estamos consternados com o fato de uma marcha pacífica ter sido interrompida pelas autoridades, interferindo no direito dos cidadãos cubanos de reunir-se pacificamente para expressar apoio a seus parentes", disse, em referência à solidariedade das Damas de Branco com os 75 dissidentes presos desde 2003.

As autoridades cubanas rechaçam as críticas e denunciam "uma campanha" midiática e política que busca interromper o avanço de projetos que estão atualmente em debate no Congresso dos Estados Unidos. As leis, segundo a TV estatal cubana, melhorariam as relações entre Washington e Havana.

Na América Latina, a maioria dos países mantém silêncio, ou limitam-se a lamentar a morte dos dissidentes. Os único que fizeram críticas diretas ao regime foram México e Costa Rica, além do Senado do Chile.

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