Cubanos enfrentam alta dos preços em dólar

Depois de 13 dias com suas vendas em dólares parcialmente congeladas, o comércio cubano voltou a vender produtos em moeda forte, mas com os preços 15,4% mais altos, incluindo os de alguns componentes da cesta básica. Da mesma forma como quando anunciaram as limitações de compras, em 10 de maio - com exceção de alimentos e gasolina -, as autoridades de Cuba voltaram a culpar o endurecimento do embargo americano pelas medidas. "As brutais medidas adotadas pelo governo dos Estados Unidos para golpear a economia do país...nos obrigam a reestruturar de imediato a lista de produtos e preços", afirma um comunicado do governo publicado na imprensa local. O Departamento de Estado dos EUA apresentou, no início deste mês, um pacote de iniciativas para reforçar as sanções à ilha comunista, como limitações às remessas de divisas e mais controle para quem comercializa com Havana. Embora alguns produtos básicos, como o leite, tiveram seus preços mantidos, os alimentos em geral aumentaram 10%, assim como os artigos de limpeza. Calçados e roupas subiram de 5% a 22%. Cerca de 60% dos cubanos têm acesso ao dólar através de remessas de parentes que moram nos EUA ou por meio do turismo. Outro grupo obtém a moeda americana com transações no mercado negro.

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