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EFE/Jim Lo Scalzo
EFE/Jim Lo Scalzo

Cubanos nos EUA esperam que reabertura de embaixadas facilite o  contato com famílias

Retomadas de relações diplomáticas entre Cuba e EUA traz esperança aos cubanos-americanos que vivem em Miami

O Estado de S. Paulo

20 de julho de 2015 | 10h50

MIAMI, EUA - Os cubanos que vivem nos Estados Unidos, especialmente em Miami, esperam que a retomada de relações diplomáticas entre os dois países com a reabertura de embaixadas nesta segunda-feira, 20, facilite o contato com seus parentes que ainda vivem na ilha e permita o envio de ajuda com mais facilidade.

Ernesto Rodríguez, de 47 anos, chegou aos EUA há mais de uma década e a cada dois anos visita a família em Cuba. Nessa viagens, Rodríguez costuma levar um grande de bagagens nas quais inclui roupas para seu filho de 23 anos, que é professor de educação física em Cuba.

"Sempre que houver relações (entre dois países) será melhor para o povo", afirmou Rodríguez, que aguardava no aeroporto de Miami, na Flórida, para embarcar em um voo ruma a Havana. "A nova situação, espero, permitirá viagens com maior frequência", afirmou Rodríguez, que hoje trabalha em uma empresa de exportação nos EUA.

Na fila para o embarque do voo charter que parte todos os dias do aeroporto de Miami para Havana e outras cidades cubanas, praticamente todos os passageiros carregavam grandes bagagens com roupas, eletrônicos e outros itens que levam para os parentes na ilha.

Também era unânime entre estes cubanos-americanos - que podem viajar para a ilha sem restrições - a reclamação sobre o alto preço das passagens dos voos fretados até Cuba, por enquanto, os únicos que ligam os dois países sem escalas.

Javier Rodríguez, de 50 anos, também está esperançoso de poder visitar os parentes em Cuba com maior frequência em razão da nova relação entre os dois países. O morador de Miami diz acreditar que as visitas de americanos a Cuba também aumentarão num futuro não muito distante, assim que o governo dos EUA relaxar as imposições ainda em vigor - que só permitem viagens com fins acadêmicos, culturais, esportivos ou religiosos. 

"Com maior frequência dos turistas, é claro que o povo irá se beneficiar, assim como o próprio Estado (cubano)", disse Javier Rodríguez, que chegou aos EUA há dois anos e viaja de volta para a ilha pela primeira vez acompanhado da mulher e da filha adolescente do casal. "Há muito contato entre os turista e o povo e, de uma forma ou de outra, há benefícios." / AFP

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