Culpado por ataque é contra democracia, diz embaixadora

A embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Susan Rice, afirmou neste domingo à rede de TV CNN que os culpados pelos ataques recentes contra os EUA são aqueles derrotados durante a transição à democracia no Oriente Médio. Susan disse que o momento é de mudanças dramáticas na região e que os EUA entendem que, quando a democracia começa a formar raízes, isso pode levar à turbulência no curto prazo. Ela afirmou também que, assim como as pessoas do Oriente Médio não vão mais permitir que suas vidas "sejam sequestradas por um ditador, também não vão deixar que multidões extremistas sequestrem seu futuro e sua liberdade". Rice declarou que os EUA estão trabalhando com os governos de diversos países do mundo para certificar que os diplomatas e as instalações norte-americanas sejam protegidos.

AE, Agência Estado

16 de setembro de 2012 | 12h36

A recente onda de violência em diversos países árabes e muçulmanos nos últimos dias começou após a divulgação do filme anti-islâmico A Inocência dos Muçulmanos, filmado na Califórnia. O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, afirmou hoje que os tumultos no mundo muçulmano devem continuar nos próximos dias. Entretanto, ele ponderou que a violência parece estar diminuindo. Segundo Panetta, o Pentágono enviou forças para diversas áreas, pois o exército se prepara para proteger o pessoal e a propriedade norte-americana ameaçados pelos protestos. Falando enquanto viajava para o Japão, ele se recusou a dar mais detalhes.

Um cineasta ligado ao filme anti-islâmico afirmou, depois de uma entrevista com autoridades nos EUA, que não vai voltar para casa e provavelmente vai se esconder. Nakoula Basseley Nakoula, de 55 anos, foi entrevistado por autoridades federais de investigação por cerca de meia hora, em Cerritos, Califórnia, de acordo com o xerife do departamento de Los Angeles, Steve Whitmore. "Ele se foi, não sabemos para onde", declarou Whimore. "Segundo ele, não vai voltar para casa." Investigadores estão pesquisando se Nakoula, condenado por crimes financeiros, violou os termos de sua liberdade condicional. Se sim, ele pode voltar à prisão. Nakoula se dirigiu voluntariamente ao posto policial.

França

A polícia francesa anunciou neste domingo que está reforçando a segurança nos arredores da embaixada dos EUA em Paris, um dia depois que centenas de pessoas se reuniram para protestar fora do edifício contra o filme que denigre o profeta Maomé. O policial Pierre Coric disse que oficiais à paisana foram colocados nas ruas perto da embaixada. Cerca de 150 pessoas foram detidas no sábado, segundo Coric, pois o protesto não foi autorizado. Uma pessoa permanece sob custódia.

Malásia

A Malásia pediu ao Google que bloqueie o acesso ao vídeo anti-islâmico. O ministro da informação da Malásia, Rais Yatim, disse na noite de sábado que as autoridades querem que o clipe seja removido do site de vídeos YouTube por causa das "comoções e repercussões explosivas" que provocou. O Google, que é proprietário do YouTube, bloqueou o vídeo na Líbia e no Egito, dizendo que as situações são "muito sensíveis" nesses países. Também na Índia e na Indonésia o clipe deixou de ser transmitido, depois que os governos informaram desrespeito às leis. As informações são da Associated Press.

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