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Cúpula árabe condena ordem de prisão de presidente sudanês

Países expressam apoio a 'integridade e unidade do Sudão'; Bashir é acusado de crimes contra humanidade

Efe,

30 de março de 2009 | 16h41

A 21ª Cúpula da Liga Árabe foi concluída nesta segunda-feira, 30, em Doha com uma rejeição regional à ordem de detenção internacional do presidente sudanês, Omar al-Bashir, e o respaldo ao Sudão "em qualquer assunto que possa afetar sua integridade e unidade". No comunicado final do encontro, os chefes de Estado e de governo condenaram ainda a "brutal agressão" israelense contra a Faixa de Gaza e prometeram resolver "de uma maneira construtiva" as diferenças que separam os países árabes.

 

A reunião aconteceu em meio a divisões entre países moderados e integrantes da "linha dura" em vários temas da agenda internacional, e o receio entre alguns deles pelo envolvimento de nações não árabes, como o Irã, nos assuntos da região. A declaração final foi lida na sessão de encerramento pelo secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa.

 

O documento final estabelece a rejeição à ordem de detenção contra Bashir divulgada no dia 4 de março pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), por supostos crimes de guerra e de lesa-humanidade no conflito armado de Darfur. Respaldamos o Sudão em qualquer assunto que possa afetar sua integridade e unidade, unidade e estabilidade", diz a declaração que, posteriormente, foi respondida em uma breve mensagem pelo presidente sudanês, que agradecei o apoio.

 

O documento também recolheu as posições dos participantes da Liga Árabe sobre o conflito palestino-israelense e insistiu na necessidade de apoiar "os esforços árabes para conseguir a reconciliação entre as diferentes forças palestinas". "Pedimos a todas as facções que respondam a esses esforços para alcançar a reconciliação nacional e garantir a unidade política e geográfica dos territórios palestinos", disse o texto lido por Moussa.

 

Além disso, os governantes pediram o fim do "injusto bloqueio" sofrido pela Faixa de Gaza desde junho de 2007 e criticaram Israel pelos danos causados aos civis na ofensiva militar de dezembro e janeiro. "Solicitamos à comunidade mundial a punição dos responsáveis por estes nos tribunais internacionais", disse a declaração. A 22ª cúpula da Liga Árabe acontecerá no próximo ano, na Líbia.

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