Cúpula budista manda que monges birmaneses voltem aos mosteiros

Novas passeatas foram convocadas por todo o país, inclusive Yangun, a maior cidade birmanesa

Efe,

24 de setembro de 2007 | 03h56

A hierarquia budista de Mianmar, submetida ao governo, ordenou nesta segunda-feira, 24, que os monges retornem a seus mosteiros e abandonem as manifestações pacíficas de protesto contra a Junta Militar. A ordem foi emitida pelo comitê do Sangha Nayaka ("conselho de abades"). Novas passeatas foram convocadas por monges por todo o país, inclusive Yangun, a maior cidade birmanesa. A maioria dos monges que participa das manifestações em Yangun há uma semana saiu de mosteiros de outras localidades. Nos últimos dias, eles se hospedaram nas residências religiosas da antiga capital. Cerca de 20 mil pessoas, entre monges e leigos, se manifestaram no domingo passado em Yangun. Foi um ato de apoio à líder de oposição Aung San Suu Kyi, da Liga Nacional pela Democracia (LND), o único partido político de oposição que resiste à pressão do regime militar. Os monges tiveram porém que desistir de passar diante da casa de Suu Kyi, que cumpre prisão domiciliar. Eles foram contidos pelas barricadas montadas pelos policiais. As manifestações dos monges começaram na semana passada, exigindo do governo um pedido de desculpas pela agressão de policiais a vários bonzos este mês. Cerca de 10 mil percorreram no sábado as ruas de Yangun.

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